Policial à paisana localiza e detém suspeita de feminicídio na Praia da Guarda do Embaú; crime ocorreu em agosto de 2025 na Pinheira.
Uma operação discreta resultou na prisão de uma mulher suspeita de assassinar o companheiro com um golpe de faca na perna. O caso aconteceu na região da Grande Florianópolis, em Santa Catarina, e reforça a importância da investigação rápida em crimes domésticos no estado.
O crime ocorreu em 25 de agosto de 2025, por volta das 7h30, dentro da residência do casal na Praia da Pinheira, município de Palhoça. A vítima, identificada como Lucas Ratzlaff Chaves, sofreu um ferimento profundo na perna direita, atingindo a artéria e a veia femoral. O golpe, com profundidade estimada entre 10 e 15 centímetros, provocou hemorragia grave e levou à morte da vítima. Laudo pericial confirmou que a lesão foi a causa direta do óbito.
O relacionamento era conturbado, com histórico de brigas frequentes, ciúmes excessivos, controle emocional e agressões físicas por parte da mulher contra o companheiro. Após o ato, a suspeita tentou modificar a cena do crime para simular um acidente doméstico, o que complicou inicialmente as investigações.
Uma policial à paisana desempenhou papel decisivo ao localizar a foragida na Praia da Guarda do Embaú, também em Palhoça. Com base em denúncias e trabalho de inteligência, a Delegacia de Homicídios de Palhoça, ligada ao Departamento de Investigação Criminal (DIC), obteve mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça. Agentes cumpriram a ordem e encaminharam a suspeita ao sistema prisional, onde ela permanece à disposição da Justiça.
O caso destaca a vulnerabilidade em relações abusivas no litoral catarinense. Palhoça, com praias como Pinheira e Guarda do Embaú, atrai muitos moradores e turistas, mas registra episódios de violência doméstica, especialmente em períodos de alta temporada ou tensões familiares. A Polícia Civil enfatiza a necessidade de denúncias anônimas via disque-denúncia para prevenir feminicídios.
Investigadores apontam que o histórico de agressões prévias poderia ter sido sinal de alerta. Autoridades reforçam a importância de medidas protetivas e apoio psicológico às vítimas de violência. O inquérito prossegue para apurar detalhes adicionais, como possível motivação final e existência de testemunhas.
A prisão representa avanço na elucidação de homicídios no sul do estado, onde a rapidez na captura de suspeitos contribui para a sensação de segurança nas comunidades litorâneas. Moradores da região devem permanecer atentos a sinais de conflito familiar e buscar ajuda imediata.
Próximos passos incluem análise completa do inquérito pela Promotoria de Justiça e julgamento. A suspeita responde por homicídio qualificado, com possível agravante de feminicídio.
**Fonte(s):**
– Polícia Civil de Santa Catarina (pc.sc.gov.br)
– G1 Santa Catarina (g1.globo.com/sc/santa-catarina)
– Informações da Delegacia de Homicídios de Palhoça/DIC
ROBSON WESZAK – TA NA MIRA









