Cão Daniel está no centro de denúncia de eutanásia em Joinville

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O cachorro conhecido como Daniel se tornou peça central em uma denúncia que apura possíveis eutanásias irregulares no Centro de Bem-Estar Animal (CBEA) de Joinville, no Norte de Santa Catarina. O caso passou a ser investigado após questionamentos sobre os critérios utilizados para a morte assistida de animais acolhidos no local.

Daniel era um vira-lata caramelo de porte médio que permaneceu por vários anos sob cuidados da equipe do CBEA. Segundo registros apresentados pela administração do centro, o animal passou por um longo período de acompanhamento veterinário antes da decisão pela eutanásia.

De acordo com informações apresentadas pela direção do órgão, o cão chegou à unidade após episódios de agressividade, incluindo a mordida em uma mulher. Desde então, ele teria recebido tratamento comportamental e acompanhamento médico por cerca de 1.338 dias — quase quatro anos — em uma tentativa de reduzir o comportamento agressivo.

Relatos apontam que, mesmo após diversas intervenções e uso de medicamentos ansiolíticos, o animal continuava apresentando sinais de sofrimento e comportamento considerado perigoso. Diante desse quadro, veterinários teriam indicado a eutanásia como última alternativa para evitar riscos e prolongamento do sofrimento.

O caso ganhou repercussão após denúncias feitas por profissionais ligados à causa animal, que questionaram se o procedimento seguiu todos os critérios legais e técnicos exigidos para a eutanásia de animais. As suspeitas levantaram debate sobre a transparência e os protocolos adotados no centro municipal.

Diante das denúncias, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) abriu um procedimento para apurar os fatos. Entre as medidas solicitadas estão a apresentação de documentos e prontuários de animais submetidos à eutanásia desde 2023, além da ficha clínica completa do próprio cão Daniel.

A investigação busca esclarecer se os procedimentos realizados no CBEA seguiram as normas estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária e pela legislação brasileira. Caso irregularidades sejam confirmadas, medidas administrativas e legais poderão ser adotadas contra os responsáveis.

O caso segue em apuração e reacendeu o debate sobre políticas públicas de proteção animal e o uso da eutanásia em abrigos municipais, tema que divide opiniões entre especialistas, gestores públicos e entidades de defesa dos animais.

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