Autor de projeto contra título de Nossa Senhora Aparecida foi assessor de Bolsonaro

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O ex-deputado federal Victório Galli, hoje filiado ao Progressistas (PP) e concorrendo novamente a uma vaga na Câmara pelo Mato Grosso, voltou ao centro do debate eleitoral depois que veio à tona sua ligação com um projeto de lei apresentado em 2007. Na época filiado ao MDB, Galli propôs alterar a denominação oficial de Nossa Senhora Aparecida, substituindo a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos” no texto que trata do feriado de 12 de outubro. A proposta foi rejeitada pela Comissão de Educação da Câmara e arquivada em 2008, sem avançar na tramitação.

Depois de não se reeleger em 2018, Galli assumiu em 2019 o cargo de assessor especial da Presidência da República, na Casa Civil então chefiada por Onyx Lorenzoni, durante o governo Bolsonaro.

A polêmica ressurgiu nesta semana depois que publicações nas redes sociais associaram o projeto ao senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência e apoiado por Galli na atual campanha. As postagens que não mencionavam o arquivamento do projeto quinze anos atrás acumularam centenas de milhares de visualizações e chegaram a ser reproduzidas, com erro, pela GloboNews, que depois se retratou publicamente e pediu desculpas.

Flávio Bolsonaro negou qualquer intenção de mexer no título da santa e classificou a história como uma “fake news” fabricada pelo PT. Em vídeo publicado nas redes, afirmou respeitar todas as religiões, inclusive quem não professa nenhuma.

O episódio ocorre em meio à disputa pelo eleitorado evangélico, à qual Flávio já havia acenado ao declarar, durante a pré-campanha, que decretaria que o Brasil “pertence ao Senhor Jesus Cristo” caso fosse eleito.

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