Lula chama Trump de “imperador” e se prepara para discursar na ONU

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Às vésperas de discursar na abertura da Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou as críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em entrevista à CNN Internacional na segunda-feira (21), Lula voltou a classificar a postura do republicano como a de um “imperador”, criticando o que chamou de governo baseado na lei do mais forte.

Apesar do tom duro, o petista reforçou que não pretende entrar em uma guerra tarifária com os EUA. Segundo ele, a prioridade continua sendo a via da negociação mesmo com as tarifas de 37,5% que Washington aplica a produtos brasileiros desde julho. Caso as conversas não avancem, o governo brasileiro avalia recorrer à Lei de Reciprocidade.

Agenda movimentada em Nova York

Antes da abertura oficial da Assembleia Geral, Lula cumpriu uma série de compromissos na cidade. Reuniu-se com o prefeito Zohran Mamdani primeiro muçulmano a comandar Nova York e um dos principais opositores internos de Trump, que classificou o brasileiro como uma “inspiração”. Os dois discutiram políticas voltadas à população mais pobre e a importância de combater o extremismo político e a desinformação.

Na conversa, Mamdani destacou o alto custo de vida na cidade, citando que um em cada quatro nova-iorquinos vive na pobreza, e mencionou a criação de supermercados populares durante sua gestão. Lula aproveitou para criticar o aumento dos investimentos em defesa militar na Europa e no Japão, que, segundo ele, tem deixado pouco espaço no orçamento para educação e combate à fome.

Lula também se encontrou com o senador americano Bernie Sanders e com o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi.

O que vem a seguir

Com a proximidade do discurso na ONU, cresce a expectativa sobre um possível reencontro entre Lula e Trump durante a passagem do brasileiro por Nova York o que ganha ainda mais peso diante do histórico recente de atritos entre os dois governos. O presidente brasileiro deve usar o discurso na Assembleia Geral para reforçar a defesa da soberania nacional e do multilateralismo.

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