O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), anunciou que não disputará a Presidência da República nas eleições de 2026 e concluirá seu mandato à frente do estado até dezembro.
A decisão foi comunicada na tarde de 23 de março de 2025, após reflexão familiar no domingo anterior. Com isso, o político deixa a discussão interna do PSD sobre o candidato presidencial e reforça o compromisso com os paranaenses.
Ratinho Júnior, que registra aprovação de cerca de 85% em sua gestão, justificou a escolha pela continuidade dos projetos em andamento. Sob sua administração, o Paraná alcançou a melhor educação do país, registrou os menores índices de criminalidade em 20 anos, executou o maior volume histórico de investimentos em infraestrutura e recebeu reconhecimento nacional em sustentabilidade por quatro anos consecutivos.
A nota oficial destaca que o governador está convicto de não interromper o ciclo de crescimento econômico do estado. Ele comunicou a decisão diretamente ao presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
Impacto no cenário político nacional e regional
A saída de Ratinho Júnior reduz as opções do PSD para a corrida presidencial. O partido deve agora avaliar nomes como os governadores Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Ronaldo Caiado, de Goiás. Outra possibilidade é não lançar candidato próprio e apoiar nomes como Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL), ou ainda adotar posição de neutralidade.
No Paraná, a decisão permite que Ratinho concentre esforços na sucessão estadual de 2026, já que ele não pode concorrer à reeleição. Analistas apontam que o movimento também visa manter o controle político do estado, evitando que adversários, como o senador Sergio Moro (agora no PL), ganhem espaço.
Em Santa Catarina, a notícia altera o tabuleiro regional. O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), utilizava a possível candidatura presidencial de Ratinho para fortalecer uma alternativa ao PL no estado. Com a desistência, partidos de centro e centro-direita em SC precisarão ajustar estratégias para as eleições de 2026, especialmente na busca por alianças no Sul do país.
A proximidade geográfica e econômica entre Paraná e Santa Catarina torna o cenário relevante para catarinenses. Joinville, Blumenau e outras cidades da região Norte e Oeste de SC mantêm forte intercâmbio comercial e logístico com o Paraná. Qualquer instabilidade ou mudança de rumo na gestão paranaense pode afetar fluxos de transporte, investimentos e políticas de desenvolvimento regional.
A desistência ocorre na véspera do prazo de desincompatibilização para quem ocupa cargos executivos e deseja disputar outros postos. Ao permanecer no governo, Ratinho evita renunciar até 4 de abril de 2025 e garante a execução de obras e programas até o fim do mandato.
Especialistas avaliam que a medida fortalece a posição do governador dentro do próprio estado, permitindo que ele articule a escolha de um sucessor alinhado. No plano nacional, o PSD ganha tempo para definir sua estratégia em meio à polarização esperada entre candidatos como Lula e nomes da direita.
A decisão reforça o foco em gestões estaduais consolidadas, em vez de saltos para o Planalto. Ratinho Júnior encerra um ciclo de especulações sobre sua projeção nacional e retorna as atenções para resultados concretos no Paraná.
Os próximos meses devem trazer mais definições sobre o candidato do PSD à Presidência e sobre a sucessão no governo paranaense. Em Santa Catarina, lideranças locais acompanharão de perto esses movimentos para alinhar posicionamentos e alianças.
Fonte(s):
Nota oficial divulgada pela assessoria do governador Ratinho Júnior (23/03/2025);
Gazeta do Povo e CNN Brasil (detalhes da decisão e contexto partidário);
Informações complementares da NSC Total sobre repercussão em Santa Catarina.
ROBSON WESZAK – TA NA MIRA









