Denúncia por quebra de decoro contra Cleiton Profeta (PL) segue para fase de instrução após defesa ser considerada insuficiente; episódio envolve briga com colega na Câmara.**
A comissão processante da Câmara de Vereadores de Joinville aprovou, nesta quinta-feira (19 de março de 2026), a continuidade do processo que pode resultar na cassação do mandato do vereador Cleiton Profeta (PL). A decisão ocorreu após análise da defesa prévia apresentada pelo parlamentar, com o relator Érico Vinicius (Novo) apontando que os argumentos não foram suficientes para arquivar o caso.
O processo tem origem em uma denúncia protocolada pelo Partido Novo, motivada por incidente ocorrido em 25 de fevereiro de 2026. Durante reunião na Sala VIP da Câmara, convocada pelo presidente Diego Machado (PSD) para discutir respeito mútuo entre os vereadores, houve discussão acalorada entre Cleiton Profeta e Henrique Deckmann (MDB). Deckmann registrou boletim de ocorrência alegando aproximação invasiva e possível agressão física por parte de Profeta. O vereador do PL nega as acusações e afirma ter se retirado do local por compromisso anterior.
Além do episódio específico, a representação cita padrão de conduta incompatível com o decoro parlamentar, incluindo uso recorrente de expressões de baixo calão contra colegas em sessões e reuniões. A comissão rejeitou questionamentos da defesa sobre legitimidade dos denunciantes, suspeição da composição da comissão e suposto prazo expirado.
Agora, o processo entra na fase de instrução, com prazo de até 90 dias contados a partir de 4 de março. Estão agendados depoimentos de testemunhas e do próprio denunciado nos dias 25, 26, 30 de março e 2 de abril, envolvendo vereadores como Lucas (PL), Kiko da Luz (PSD), Lucas Souza (Republicanos), Diego Machado (PSD), entre outros, além de servidores e assessores.
Joinville, maior cidade de Santa Catarina com mais de 600 mil habitantes, tem Câmara com 19 vereadores. Casos de quebra de decoro e processos de cassação não são inéditos na Casa, que já cassou mandatos em legislaturas anteriores por motivos semelhantes. O desfecho pode impactar o equilíbrio político local, especialmente considerando que, em caso de perda do mandato, o primeiro suplente assumiria a vaga.
Profeta criticou a condução do processo, afirmando haver conflito de interesses por parte do relator, já que o Partido Novo foi o autor da denúncia. Ele questionou a acumulação de papéis de vítima, promotor e julgador no mesmo parlamentar. A Polícia Civil acompanha o caso por meio do boletim de ocorrência, mas o foco principal permanece no âmbito administrativo da Câmara.
A expectativa é que a fase de instrução esclareça os fatos por meio de oitivas e diligências. O plenário da Câmara decidirá em última instância sobre a cassação, que exige voto favorável de pelo menos dois terços dos vereadores (13 votos). O andamento reforça a importância do respeito às normas éticas no exercício do mandato legislativo em municípios catarinenses.
Fonte(s): NSC Total (https://www.nsctotal.com.br/noticias/processo-que-pode-cassar-o-mandato-de-vereador-avanca-na-camara-de-joinville); ND Mais (https://ndmais.com.br/politica/briga-na-camara-de-joinville-termina-cassacao); Câmara de Vereadores de Joinville (informações oficiais sobre comissões e sessões).
ROBSON WESZAK – TA NA MIRA









