“Maníaco do pé” perseguia vítimas com perfis falsos e imagens manipuladas
Um homem conhecido como “maníaco do pé”, acusado de importunar mulheres no transporte coletivo de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, também estaria perseguindo vítimas nas redes sociais utilizando perfis falsos e imagens manipuladas. Relatos apontam que os episódios de assédio ocorrem há anos e vão além das abordagens presenciais registradas no transporte público.
O caso ganhou repercussão após diversas mulheres relatarem situações semelhantes envolvendo bilhetes deixados em mochilas e mensagens insistentes com teor constrangedor. Com o avanço das investigações e a troca de informações entre as vítimas, surgiram novas denúncias de perseguição virtual e exposição indevida de imagens.
Perseguição virtual e imagens falsas
De acordo com os relatos apresentados em uma reunião entre vítimas e representantes do Legislativo municipal, o suspeito teria criado perfis falsos nas redes sociais para continuar o assédio fora do ambiente físico. Nessas contas, ele utilizaria fotos dos pés das mulheres para iniciar contato e manter conversas indesejadas.
Além disso, algumas vítimas afirmam que o homem chegou a divulgar imagens pornográficas manipuladas com o rosto delas, supostamente geradas por ferramentas digitais. Esse tipo de prática se enquadra no que especialistas classificam como perseguição digital, quando a internet é usada para intimidar, constranger ou assediar repetidamente uma pessoa.
Assédio teria ocorrido durante anos
Durante o encontro com autoridades locais, mulheres relataram que o comportamento do suspeito não é recente. Segundo os depoimentos, as abordagens e mensagens vêm acontecendo há anos, tanto em espaços públicos quanto no ambiente online.
Uma das vítimas afirmou que o assédio constante provocou consequências emocionais sérias, incluindo crises de ansiedade. O medo de novos episódios também fez com que algumas mulheres mudassem hábitos cotidianos, como trajetos de ônibus e presença em determinados locais.
Vítimas criam rede de apoio
Após o caso ganhar visibilidade na imprensa regional, as vítimas passaram a trocar informações entre si e perceberam que estavam lidando com a mesma pessoa. Esse movimento resultou na formação de uma rede de apoio para compartilhar provas e fortalecer as denúncias.
Em um dos episódios relatados, uma mulher conseguiu fotografar o suspeito no momento em que ele tentava colocar um bilhete em sua mochila dentro do ônibus. A imagem começou a circular entre outras vítimas, que reconheceram o homem por atitudes semelhantes no transporte público da cidade.
Caso segue repercutindo
A série de denúncias levantou debates sobre segurança no transporte coletivo e também sobre a utilização de redes sociais para a prática de assédio. Autoridades e especialistas reforçam a importância de registrar ocorrências e preservar provas digitais, como mensagens e perfis utilizados para perseguição.
Enquanto as investigações seguem em andamento, as vítimas esperam que a divulgação do caso ajude a evitar novos episódios e incentive outras possíveis vítimas a denunciar.









