Prefeito de Balneário Piçarras,Tiago Maciel Baltt (MDB) é preso na Operação Regalo

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Operação do MPSC prendeu preventivamente o prefeito de Balneário Piçarras e mais cinco pessoas nesta terça (19) por suposto esquema de propina, fraude em licitações e lavagem de dinheiro. Foram 37 mandados de busca em 11 cidades. Investigados teriam recebido R$ 485 mil em propina. (159 caracteres)

Seis pessoas, incluindo o prefeito de Balneário Piçarras, foram presas preventivamente nesta terça-feira (19 de maio de 2026) durante a Operação Regalo, deflagrada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) para desarticular esquema de corrupção, fraude à licitação, organização criminosa e lavagem de dinheiro em contratos de obras públicas.

A ação cumpriu ainda 37 mandados de busca e apreensão em 11 cidades, com foco principal em Balneário Piçarras (Litoral Norte) e São João Batista (Grande Florianópolis).

Esquema investigado

As investigações apontam para irregularidades em contratos de urbanização da Orla Norte de Balneário Piçarras e outras obras nos dois municípios. Segundo o MPSC, os investigados teriam recebido cerca de R$ 485,9 mil em propina paga com recursos públicos em Piçarras. A Justiça determinou o bloqueio desses valores.

O esquema envolveria um núcleo político-administrativo e outro empresarial atuando de forma estruturada. A propina seria equivalente a 3% dos valores dos contratos em Balneário Piçarras, com percentuais variados em São João Batista. O superfaturamento das obras seria o mecanismo para encobrir os pagamentos ilícitos.

Detalhes da operação

  • Presos: o prefeito de Balneário Piçarras e empresários.
  • Buscas: contra servidores, ex-servidores e agentes políticos.
  • Cidades com mandados: Itajaí, Balneário Piçarras, Navegantes, Ilhota, Joinville, Blumenau, Guabiruba, Camboriú, São João Batista, Tijucas, Chapecó e Pontes e Lacerda (MT).

A operação foi coordenada pelo Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) de Itajaí e começou em 2024. As investigações tramitam em sigilo.

Como o esquema funcionaria

De acordo com o MPSC, o grupo atuava com divisão clara de tarefas: políticos e servidores facilitariam a aprovação e o direcionamento de contratos, enquanto empresários executavam as obras com preços inflados para gerar margem para propina. Os pagamentos seriam feitos de forma “ardilosa e sorrateira”.

Reações e próximos passos

A reportagem do G1 buscou contato com as prefeituras de Balneário Piçarras e São João Batista, mas não obteve retorno até a publicação. Os presos foram encaminhados ao sistema prisional e devem passar por audiência de custódia.

A Operação Regalo reforça a atuação do MPSC contra irregularidades em contratações públicas no litoral catarinense.

O Ministério Público segue analisando documentos e materiais apreendidos para identificar possíveis novos envolvidos.

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