Previsão da Epagri/Ciram indica que o El Niño tornará o inverno de 2026 menos rigoroso em Urupema, na Serra catarinense. Ondas de frio serão menos intensas e duradouras, com maior umidade. Cidade famosa por geadas e neve pode ter temperaturas acima da média histórica. (158 caracteres)
O inverno de 2026 em Urupema, conhecida como a Capital Nacional do Frio, deve ser menos gelado que o de 2025. A previsão é da Epagri/Ciram e tem como principal causa a formação do fenômeno El Niño ao longo da estação.
De acordo com o meteorologista Caio Guerra, da Epagri/Ciram, o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial deve resultar em ondas de frio menos intensas e de curta duração na Serra catarinense.
O que prevê a meteorologia
Caio Guerra explica que o El Niño, quando se forma durante o inverno, costuma elevar as temperaturas acima da média. “Isso não quer dizer que não tenha frio. Devemos ter sim alguns episódios de frio, mas essas ondas de frio não devem ser tão intensas e devem ser pouco duradouras”, afirmou.
A alta umidade prevista para julho e agosto deve atuar como moderadora das temperaturas mínimas, dificultando a ocorrência de episódios extremamente gelados. Os primeiros efeitos mais claros do fenômeno devem aparecer a partir de julho.
Em maio de 2026, Urupema já registrou mínimas negativas e neve pontual, mas esses eventos estavam dentro do previsto antes da consolidação do El Niño.
Características de Urupema
Localizada a 1.425 metros de altitude, Urupema tem temperatura média anual de 14°C e registra até 50 geadas por ano. Sua geografia, com a área urbana em uma depressão cercada por morros, favorece o acúmulo de ar frio.
Em 2025, a cidade chegou a registrar -8,16°C, com sensação térmica de -31°C. Em 2026, antes mesmo do inverno, a mínima já foi de -5°C.
O título de Capital Nacional do Frio foi oficializado por lei federal em 2021.
Impactos no turismo e na população
O inverno é importante para o turismo em Urupema, que atrai visitantes em busca de paisagens geladas, geadas e neve. A prefeitura informa que não há pessoas em situação de rua, mas mantém ações de assistência social, saúde e defesa civil para apoiar famílias vulneráveis durante o frio.
A administração municipal pretende começar a coletar dados oficiais sobre o impacto econômico do turismo de inverno a partir de 2026.









