Após sessão tensa com defesa enfática do vereador, a Câmara de Joinville cassou nesta segunda (8) o mandato de Cleiton Profeta (PL) por quebra de decoro parlamentar. Placar de 13 votos a favor, dois contra e três abstenções. Acusações envolviam ofensas, tumultos e suposta agressão a colega. (159 caracteres)
A Câmara de Vereadores de Joinville cassou nesta segunda-feira (8 de junho de 2026) o mandato do vereador Cleiton Profeta (PL) por quebra de decoro parlamentar. A decisão foi tomada por 13 votos favoráveis, dois contrários e três abstenções, após uma sessão marcada por alta tensão, debates acalorados e momentos de confusão no plenário.
Para a cassação ser aprovada eram necessários pelo menos 13 votos (dois terços da Casa), número que foi alcançado.
Defesa e clima da sessão
Antes da votação, Cleiton Profeta ocupou a tribuna para sua defesa final. Em discurso contundente, ele negou irregularidades, contestou as acusações e alegou perseguição política. “Eu não nego o que eu fiz. Eu faço pela frente”, afirmou, dirigindo críticas ao colega Henrique Deckmann (MDB) e questionando a imparcialidade do processo.
A sessão exigiu intervenções da presidência para conter os ânimos entre parlamentares.
Motivação do processo
O processo disciplinar foi aberto após denúncia dos diretórios municipal e estadual do Partido Novo, aceita em março. As investigações da Comissão Processante apontaram condutas como ofensas a colegas, tumultos em sessões, declarações ofensivas e relatos de agressão física contra o vereador Henrique Deckmann.
O relator Érico Vinicius (Novo) concluiu pela procedência da denúncia e recomendou a cassação, argumentando que as atitudes comprometeriam a imagem da Casa e a confiança da população.
A comissão foi formada por Adilson Girardi (MDB), presidente, Érico Vinicius (Novo), relator, e Brandel Junior (PL).
Repercussão e próximos passos
Com a cassação, Cleiton Profeta deixa o cargo imediatamente. A vaga deve ser ocupada pelo primeiro suplente de sua coligação.
O caso, um dos mais repercutidos no Legislativo joinvilense recente, envolveu episódios ocorridos ao longo de 2025 e 2026. Profeta alegou ao longo do processo motivação política, tese rejeitada pela maioria dos vereadores.









