Cota extra da tainha liberada para pescadores do Norte de SC

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Governo Federal ampliou a cota de pesca da tainha por arrasto de praia para o Litoral Norte de Santa Catarina após supersafra esgotar o limite inicial em 38 dias. Medida beneficia pescadores que ainda não capturaram e reverte suspensão anterior. Portaria conjunta deve ser publicada em breve. (159 caracteres)

O Ministério da Pesca e Aquicultura decidiu ampliar a cota da tainha por arrasto de praia em Santa Catarina para beneficiar pescadores do Litoral Norte do estado. O anúncio foi feito na terça-feira (9 de junho de 2026), dois dias após a suspensão da pesca por esgotamento de 90% da cota anual.

A decisão atende reivindicação de colônias de pescadores e do governo estadual, que argumentaram que os cardumes ainda não haviam chegado em volume significativo ao Norte catarinense.

Motivo da cota extra

Historicamente, os cardumes de tainha migram do Sul para o Norte de Santa Catarina a partir de meados de julho. Neste ano, a supersafra concentrou a captura principalmente no Sul do estado, deixando pescadores do Norte prejudicados.

A Colônia de Pescadores Z-02 de São Francisco do Sul destacou em nota que a ampliação busca corrigir essa desigualdade regional. A medida foi discutida em reunião virtual com o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e a Secretaria de Aquicultura e Pesca de SC (SAQ).

O ministro Edipo Araujo justificou: “A pesca artesanal da tainha é tradição cultural histórica, passada de geração em geração, e precisa ser mantida, protegida e valorizada”.

Como ficará a pesca

A nova cota adicional é exclusiva para o Litoral Norte. A pesca segue suspensa até a publicação da portaria conjunta do MPA e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Assim que liberada, a modalidade de arrasto de praia poderá retomar nos municípios do Norte.

A cota original para arrasto de praia em 2026 havia sido ampliada em 20% em relação a 2025, mas foi esgotada em apenas 38 dias devido ao alto volume de cardumes.

Contexto da safra 2026

Esta é apenas a segunda safra com cota específica para a pesca por arrasto de praia. Diferentemente de outras modalidades, a cota do arrasto é exclusiva de Santa Catarina, por ser o estado onde a prática é mais tradicional e regulamentada.

O rápido esgotamento gerou preços baixos na indústria (R$ 2 a R$ 3 o quilo) e debates sobre o sistema de cotas. Pescadores e prefeituras do litoral criticaram a rigidez da regra federal.

O governo de Santa Catarina continua dialogando com o Ministério da Pesca para defender os interesses dos pescadores artesanais, que veem na tainha não apenas renda, mas também identidade cultural.

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